
Corria o ano de 1904 quando surgiu a primeira subscrição pública para compra de uma bomba de incêndios, enquanto que ao mesmo tempo se alimentava a ideia da criação de uma corporação de bombeiros.
A subscrição, aberta por Domingos J. da Silva (que viria a ser depois o Visconde de Salreu) com 50$000
(cinquenta mil reis), segundo os nossos arquivos, atingiu a quantia de 649$000, importância considerável para a época.
Em 9 de Junho de 1905, assinado por Alexandre Albuquerque (um advogado que não sendo de cá, foi Administrador do Concelho), era publicado em “O Concelho de Estarreja” um AVISO com o seguinte texto: “Avisam-se os cavalheiros que subscreveram para a organização d’uma Associação de Bombeiros Voluntária
os de Estarreja, de que a Comissão resolveu promover uma reunião de todos os subscritores para apresentar o seu relatório.
Foram todos convidados por circulares para este fim, mas reciando-se que algumas se tenham extraviado se faz este aviso. A reunião terá logo lugar na sala de espera nos Paços do Concelho, no dia 18 do corrente mês, por 4 horas da tarde” .

Depois disto, desconhecemos o resultado da reunião e perdemos o “fio à meada”.
Em 27 de Março de 1922 deflagrou um violento incêndio na Igreja de Beduído (S. Tiago). Em Estarreja não havia, então, nem material de combate a fogos nem pessoal para tal preparado. Não obstante os esforços dos populares e do auxilio de gente de fora que acorreu (principalmente de Ovar, segundo foi constado), o templo ficou destruído.
Teria sido este acontecimento que fez reavivar a ideia de que era mesmo imperiosa a existência de uma corporação de bombeiros em Estarreja.
Quanto à que teria sido a sua primeira sede não se conseguiu saber exactamente onde foi. Pessoas mais idosas, há anos escutadas, referiram que o primeiro material adquirido era guardado numa dependência existente na Rua de Trás, passando mais tarde para outra cita na Rua das Amoreiras, hoje Rua do “Jornal de Estarreja”.
Mas a ideia que prevalece é a de que o primeiro Quartel, então assim já considerado, foi na mesma rua, no edifício que serviu também de sede do Clube Desportiva de Estarreja.
Face à exiguidade do espaço, que não permitia se quer a expansão do número de viaturas e do Pessoal, um outro Quartel nasceu, que é o existente actual, inaugurado a 17 de Novembro de 1968.
Face à exiguidade do espaço, que não permitia a sua expansão, um novo Quartel nasceu, inaugurado a 17 Novembro de 1968.
Esta nova infraestrutura, desenhada para as necessidades da época, cumpriu a sua funçao até ao novo milénio, altura em que as necessidades de socorro aliadas aos novos “perigos” industriais, ditaram um substâncial aumento de meios.
Dessa necessidade, surgiu um novo Quartel, agora localizado na periferia da cidade, procurando libertar-se do estrangulamento a que estava sujeito o anterior, devido ao movimento contínuo na EN109, prejudicando a rapidez e actuação.
Em 13 de Julho de 2003 foi inaugurado o actual Quartel adotando o lema: “ SERVIR, SEM SE SERVIR”.